A Casa de Papel - O Maior Assalto do Brasil Não Precisou de Máscaras
- Marcus Paulo Moraes
- 26 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Eles dizem que a loucura é fazer a mesma coisa e esperar um resultado diferente. E aqui, a loucura já virou um show de horrores. O Brasil bateu o recorde de dívida, e a única solução é enfiar a mão ainda mais fundo no nosso bolso.
Os gurus do mercado vão te mostrar gráficos sobre a dívida bruta e a dívida líquida. A primeira é a conta de tudo que a gente deve. A segunda, o que sobra depois de descontar as moedas que o governo encontra embaixo do sofá. Ambas estão subindo, rápido, como a água em uma privada entupida.
A grande verdade é que o governo está gastando como se não houvesse amanhã. E a gente sabe que amanhã chega, e com ele, a ressaca. A arrecadação bateu recordes, o dinheiro está entrando a rodo, mas ele desaparece como um fantasma. Sabe para onde a grana vai? Para pagar os juros da própria dívida. 6,3% do nosso PIB jogados no ralo, contra apenas 4,2% para a educação.
É um modelo de negócio genial, se você for o dono do problema. A solução, segundo eles, é apertar mais quem já está sufocado. Desde 2023, foram 37 medidas para aumentar a arrecadação. Mais de uma por mês. Como se a culpa fosse de quem paga o imposto, e não de quem gasta o dinheiro como se fosse de graça.
A conta, no final, sempre chega. E ela não é entregue para os gabinetes que nunca passam por cortes, nem para o funcionalismo público blindado. Ela é entregue para quem realmente trabalha, empreende e gera valor.
É o nosso dinheiro que sustenta essa irresponsabilidade. A cada mês, a dívida cresce, a confiança desmorona e o custo de fazer negócios neste país fica proibitivo.
Você pode ignorar, fingir que não é com você. Mas os mercados não vão. E quando a conta chegar, vai doer pra caralho.





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